sábado, 20 de janeiro de 2018
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
domingo, 14 de janeiro de 2018
PERDI OS MEUS FANTÁSTICOS CASTELOS
Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!
Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!
Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...
Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
sábado, 13 de janeiro de 2018
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
ANTES
Antes
que desça a noite,
imprimir
na retina
os
rostos amados,
o sol
as
cores,
o céu
de outono
e os
jardins da primavera.
Inundar
de sons
de
vozes
e de
música eterna
os
ouvidos
antes
que os atinja
a maré
do silêncio.
Conquistar
os
pontos culminantes
da
vida,
antes
que se esgote
o
prazo de permanência
em seu
território sagrado.
Helena Kolody
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
domingo, 7 de janeiro de 2018
A ESPERANÇA
A Esperança não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença,
Vão-se sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.
Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?
Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a Crença do fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro -- avança!
E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da Morte a me bradar; descansa!
Augusto dos Anjos
sábado, 6 de janeiro de 2018
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
TOMARA
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
Vinicius de Moraes
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
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